quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

ATUALIDADE DO NATAL - Joanna de Ângelis (Divaldo Franco)






Andando sem rumo, sob o flagício de mil aflições, o homem moderno deixa-se dominar pelo desânimo ou pela ansiedade, malbaratando o valioso contributo da inteligência e do sentimento com que a vida o enriqueceu, exaurindo-se, ora no consumismo insensato, ora na revolta desastrada por falta de recursos econômicos ou emocionais para realizar-se.

A insatisfação é a tônica do comportamento individual e social que vige na Terra.
Aqueles indivíduos que experimentam carência de qualquer natureza lamentam-se e rebolcam-se na rebeldia, que degenera em violência, enquanto aqueloutros que se encontram afortunados, deixam-se dominar pelas extravagâncias ou pelo tédio, derrapando, uns e outros, nas viciações perturbadoras ou na dependência de substâncias químicas de funestas conseqüências.
As admiráveis conquistas da Ciência e da Tecnologia não os tornaram mais felizes nem menos tensos, pelo contrário, empurraram-nos na direção trágica da neurastenia ou da depressão nas quais estorcegam.
Indubitavelmente trouxeram incomparável ajuda para a solução de diversos sofrimentos e situações penosas, de progresso rnateriall e social, porém, não conseguiram penetrar o cerne dos seres humanos, modificando-lhes as disposições íntimas em relação à existência terrena e aos seus objetivos essenciais.
Considerando a vida apenas do ponto de vista material, sem as conseqüentes avaliações em torno do Espírito imortal, o comportamento materialista domina as mentes e os corações, que acreditam na felicidade em forma de valores amoedados, satisfações dos sentidos, destaque social e harmonia física...
Vive-se o apogeu da glória tecnológica diante dos descalabros comportamentais que jugulam os seres humanos aos estados primevos da evolução.
Há conquistas do Infinito sem realização pessoal, sorrisos de triunfo sem sustentação de felicidade, que logo se transformam em esgares, situações invejáveis mas alicerçadas na miséria, na doença e no desconforto das pessoas excluídas...
Faltando-lhes, porém, a vivência dos compromissos ético-morais, logo se lhes apresentam os desapontamentos íntimos, e os conflitos se lhes instalam devoradores.
Uma tormenta inigualável paira nos céus da sociedade moderna, ameaçando-a com tragédias inomináveis.
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Em período idêntico, no passado, salvadas as distâncias compreensíveis, veio Jesus à Terra.
O mundo encontrava-se conturbado pelo poder mentiroso, pela falácia dos dominadores, pelas ambições desmedidas, pelas conquistas arbitrárias, pelas ilusões tresvariadas...
Predominavam o luxo e a ostentação em alguns segmentos da humanidade, enquanto nos porões do abandono em que desfaleciam, incontáveis criaturas espiavam angustiadas o passar do tufão devorador...
Apareceu Jesus, e una aragem abençoada varreu o mundo, modificando-lhe a psicosfèra.
Sua voz levantou-se para profligar contra o crime e a insensatez, contra a indiferença dos fortes em relação aos seus irmãos mais fracos, contra a hipocrisia e o egoísmo então vigentes e dominantes como hoje ocorrem......
Misturando-se aos mutilados do corpo e da alma, ergueu-os do pó em que se asfixiavam, conduzindo-os na direção da glória estelar, demonstrando-lhes que a vida física é experiência transitória, e que os valores reais são os que pertencem ao Espírito imortal.
Utilizou-se da cátedra da Natureza e ensinou a fèlicidade mediante o desapego e o despojamento das alucinantes prisões às coisas e às paixões materiais.
Cantou a esperança aos ouvidos da angústia e proporcionou a saúde temporária a quantos se Lhe acercaram, alentando-os com a certeza da plenitude após vencidas as etapas de regeneração e de resgate que todos os seres se impõem no processo da evolução.
Atendeu a dor de todos os matizes, defendeu os pobres e oprimidos, os esfaimados e sedentos de justiça, a quem ofereceu os preciosos recursos de paz. No entanto, quando acusado, abandonado, marchando para o testemunho, elegeu o silêncio, a submissão à vontade de Deus, a fim de ensinar pelo exemplo resignação e misericórdia para com os maus e perversos, confirmando a indiferença pelos valores do mundo físico destituídos de utilidade
... E permanece até hoje como o Triunfador não conquistado, que prossegue alentando os padecentes, convocando-os à transformação moral para a conquista dos imperecíveis tesouros internos do amor, do perdão, da caridade, da paz...
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Recorda-te de Jesus neste Natal e reaproxima--te dEle, analisando como te encontras e de que forma deverias estar moralmente, conscientizando-te do que já fizeste e de quanto ainda podes e deves investir em favor de ti mesmo e do teu próximo mais próximo, no lar, na rua, na humanidade...
O Natal é presença constante do amor e do bem na atualidade de todos os tempos.
Não te esqueças que a evocação do nascimento do Excelente Filho de Deus entre as criaturas humanas, é um convite para que O permitas renascer no teu íntimo, se estiver desaparecido da tua emoçao, ou prosseguir vivo e atuante nos teus sentimentos, convidados à construção da solidariedade, do dever e da lídima fraternidade que deve viger entre todos os seres sencientes que vagueiam no Planeta .
... E deixa que Jesus te fale novamente à acústica do coração e aos escaninhos da mente, repetindo-te o poema imortal das Bem -aventuranças."
Franco, Divaldo Pereira. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 20 de setembro de 2002, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.

hoje, onde estivermos

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"Porque o salário do pecado é a morte,
 mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna
 em Cristo Jesus Nosso Senhor." - Paulo. (ROMANOS, 6:23.)

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Para os que permanecem na carne, a morte significa o fim do corpo denso; para os que vivem na esfera espiritual, representa o reinicio da experiência.
De qualquer modo, porém, o término cheio de dor ou a recapitulação repleta de dificuldades constituem o salário do erro.
Quanta vez temos voltado aos círculos carnais em obrigações expiatórias, sentindo, de novo, a sufocação dentro dos veículos fisiológicos para tornar à vida verdadeira?
Muitos aprendizes estimam as longas repetições, entretanto, pelo que temos aprendido, somos obrigados a considerar que vale mais um dia bem vivido com o Senhor que cem anos de rebeldia em nossas criações inferiores.
Infelizmente, porém, tantos laços grosseiros inventamos para nossas almas que o nosso viver, na maioria das ocasiões, na condição de encarnados ou desencarnados, ainda é o cativeiro a milenárias paixões.
Concedeu-nos o Senhor a Vida Eterna, mas não temos sabido vivê-la, transformando-a em enfermiça experimentação. Daí procede a nossa paisagem de sombra, em desencarnando na Terra ou regressando aos seus umbrais.
A provação complicada é conseqüência do erro, a perturbação é o fruto do esquecimento do dever.
Renovemo-nos, pois, no dia de Hoje, onde estivermos. Olvidemos as linhas curvas de nossas indecisões e façamos de nosso esforço a linha reta para o bem com a Vontade do Senhor.
Os pontos minúsculos formam as figuras gigantescas.
As coisas mínimas constróem as grandiosas edificações. Retiremo-nos das regiões escuras da morte na prática do mal, para que nos tornemos dignos da vida eterna, que é dom gratuito de Deus."
XAVIER, Francisco Cândido. Vinha de Luz. Pelo Espírito Emmanuel. 14.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996. Capítulo 122.

A paz no coração é o paraído dos homens (Platão)




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"A PAZ NO CORAÇÃO É O PARAÍSO DOS HOMENS" (Platão).

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"A confiança em Deus e em ti mesmo;
A consciência tranqüila;
O tempo ocupado no melhor a fazer;
A palavra construtiva;
A oração com trabalho;
A esperança em serviço;
A paciência operosa;
A opinião desapaixonada;
A benção da compreensão.
A participação no progresso de todos;
A atitude compassiva;
A verdade iluminada de amor;
O esquecimento do mal;
A fidelidade aos compromissos assumidos;
O perdão incondicional das ofensas;
O devotamento ao estudo;
O gesto da simpatia;
O sorriso de encorajamento;
O auxílio espontâneo ao próximo;
A simplicidade nos hábitos;
O espírito de renovação;
O culto da tolerância;
A coragem de olvidar-se para servir;
A perseverança no bem.
Conservemos semelhantes traços pessoais, na experiência do dia a dia…
… e adquiriremos a ciência da paz íntima com o privilégio de encontrar a felicidade pelo trabalho, no clima do amor." (Herculano Pires - Chico Xavier)

terça-feira, 10 de novembro de 2015

o propósito é a caridade

      O propósito é a caridade! 
      Todas as atividades da Casa são motivadas pelo amor, pela fraternidade e pela doação incondicional do corpo mediúnico. 
     Tornamos público que não há ninguém autorizado a solicitar ou receber qualquer importância em nome da entidade.
      Que a paz te proteja e ilumine a todos!

sábado, 10 de janeiro de 2015

PEDRAS QUE ROLAM NÃO CRIAM LIMO







Reflitamos: - "Agradeço por todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu  não teria saído do lugar." (Chico Xavier)

   Há um ditado popular que fala que "pedras que rolam não criam limo" e essa é a ideia da atitude diante da vida. O que desejamos para nós? Afinal, seremos passivos diante da vida ou obraremos ativamente por nós mesmos, por nosso futuro, por nosso progresso, por quem somos e seremos?

  Ficaremos ainda e doravante olhando a vida passar e desperdiçando momentos únicos que poderiam ser prósperos e felizes ou faremos com que cada segundo seja valorizado e assim nossos dias sejam inesquecíveis?

   Chegaremos ao final de cada dia, de cada mês, de cada ano, do ciclo da vida nesta existência terrena, tendo lutado, construído, sorrido, chorado... enfim, vivido todas as possibilidades ou simplesmente teremos desperdiçado essa dádiva divina?

   Depende muito de nós o que pretendemos... Poderemos simplesmente abortar essa existência nos boicotando e transformando algo único e belo num pântano de emoções pesadas e ruins ou vivermos plenamente esta vida terrena e ser uma fonte de alegria para todos os que nos cercam e com quem convivemos...

    Chico Xavier, na frase acima citada, nos deu sábia lição ao valorizar as dificuldades pelas quais passou como molas propulsoras da sua rica existência... Aliás, algumas dificuldades aparentes são verdadeiros "livramentos", nos protegendo de coisas que poderiam nos ser ruins, no mais das vezes produzidas por nós mesmos...

Os norte-americanos dizem que devemos transformar em doce limonada o limão que a vida porventura nos apresentar... E o ditado popular acima referido, de que pedras que rolam não criam limo, também nos faz refletir que não podemos ficar parados e desperdiçar um segundo sequer da vida!... 

   Permitamo-nos ser felizes!

domingo, 28 de dezembro de 2014

CARTA DE ANO NOVO - Emmanuel

CARTA DE ANO NOVO


Ano Novo é também a renovação de nossa oportunidade de aprender, trabalhar e servir.


O tempo, como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para a necessária ascensão.


Lembra-te de que o ano em retornoé novo dia a convocar-te para execução de velhas promessas, que ainda não tiveste a coragem de cumprir.


Se tens algum inimigo, faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.


Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para a frente.


Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.


Se a tristeza te requisita, esquece-a e procura a alegria serena da consciência feliz no dever bem cumprido.


Novo Ano! Novo Dia!
Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.


Recorda que há mais ignorância que maldade em torno de teu destino.


Não maldigas, nem condenes.


Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.


Não te desanimes, nem te desconsoles.


Cultiva o bom ânimo com os que te visitam, dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.


Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de
hora a hora:

Ama e auxilia sempre. Ajuda aos outros, amparando a ti mesmo, porque, se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.

(Emmanuel, do livro Vida e Caminho, edição GEEM)

BUSCANDO A FELICIDADE

A felicidade que pode realmente não existir na Terra, enquanto a Terra padecer a dolorosa influenciação de um só gemido de sofrimento, pode existir na alma humana, quando a criatura compreender que a felicidade verdadeira é sempre aquela que conseguimos criar para a felicidade do próximo.

O primeiro passo, porém, para a aquisição de semelhante riqueza é o nosso entendimento das leis que nos regem, para que o egoísmo e a ambição não nos assaltem a vida.

O negociante que armazena toneladas de arroz, com o propósito de lucro fácil, não poderá ingeri-lo, senão na quantidade de alguns gramas por refeição.

O dono da fábrica de tecidos, interessado em reter o agasalho devido a milhões, não vestirá senão um costume exclusivo para resguardar-se contra a intempérie.

E o proprietário de extensas vilas, que delibera locupletar-se com o suor dos próprios irmãos, não poderá habitar senão uma casa só e ocupar, dentro dela, um só aposento para o seu próprio repouso.

Tudo na existência está subordinado a princípios que não podemos desrespeitar sem dano para nós mesmos, e, por esse motivo, a felicidade pura e simples é aquela que sabe retirar da vida os seus dons preciosos sem qualquer insulto ao direito ou à necessidade dos semelhantes.

Assim, pois, tudo aquilo que amontoamos, no mundo, em torno de nós, a pretexto de desfrutar privilégios e favores com prejuízo dos outros, redunda sempre em perigosa ilusão a envenenar-nos o espírito.

Felicidade é como qualquer recurso que só adquire valor quando em circulação em benefício de todos.

Em razão disso, saibamos dar do que somos e a distribuir daquilo que retemos, em favor dos que nos partilham a marcha, porque somente a felicidade que se divide é aquela que realmente se multiplica para ser nossa alegria e nossa luz, aqui e além, hoje e sempre.

(Do livro Inspiração", Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)
Relação de livros publicados por Chico Xavier e suas respectivas editoras:
FONTE; http://www.institutoandreluiz.org/chicoxavier_rel_livros.html

RECOMECEMOS !

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Recomecemos!


"Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho." - Jesus (Mateus, 9 : 16.)
 
Não conserves lembranças amargas.
Viste o sonho desfeito.
Escutaste a resposta de fel.
Suportaste a deserção dos que mais amas.
Fracassaste no empreendimento.
Colheste abandono.
Padeceste desilusão.

Entretanto, recomeçar é benção na Lei de Deus...

A possibilidade da espiga ressurge na sementeira.
A água, feita vapor, regressa da nuvem para a riqueza da fonte.
Torna o calor da primavera, na primavera seguinte.
Inflama-se o horizonte, cada manhã, com o fulgor do Sol, reformando o valor do dia.
Janeiro a Janeiro, renova-se o ano, oferecendo novo ciclo ao trabalho.
É como se tudo estivesse a dizer : "Se quiseres, podes recomeçar ".

Disse, porém , o Divino Amigo que ninguém aproveita remendo novo em pano velho.

Desse modo, desfaze-te do imprestável.
Desvencilha-te do inútil.
Esquece os enganos que te assaltaram.
Deita fora as aflições inúteis.
Recomecemos, pois, qualquer esforço com firmeza, lembrando-nos , todavia, de que tudo volta, menos a oportunidade esquecida, que será sempre uma perda real...
Emmanuel

Do livro "Palavras de Vida Eterna", Emmanuel (Espírito), Francisco C. Xavier (psicografia)
(No original: "Deita fora as aflições improfícuas")

SEU DESTINO, VOCÊ FAZ!

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"Afora tu mesmo, ninguém te decide o destino..."

Somos tangidos por fatos e problemas a exigirem a manifestação de nossa vontade em todas as circunstâncias.
Muito embora disponhamos de recursos infinitos de escolha para assumir gesto determinado ou desenvolver certa ação, invariavelmente, estamos constrangidos a optar por um só caminho, de cada vez, para expressar os desígnios pessoais na construção do destino.
Conquanto possamos caminhar mil léguas, somente progredimos em substância avançando passo a passo.
Daí, a importância da existência terrena, temporária e limitada em muitos ângulos porém rica e promissora quanto aos ensejos que nos faculta para automatizar o bem, no campo de nós mesmos, mediante a possibilidade de sermos bons para os outros.
Decisão é necessidade permanente.
Nossa vontade não pode ser multipartida.
Idéia, verbo e atitude exprimem resoluções de nossas almas, a frutificarem bênçãos de alegria ou lições de reajuste no próprio íntimo.
Vacilação é sintoma de fraqueza moral, tanto quanto desânimo é sinal de doença.
Certeza no bem denuncia felicidade real e confiança de hoje indica serenidade futura.
Progresso é fruto de escolha.
Não há nobre desincumbência com flexibilidade de intenção.
Afora tu mesmo, ninguém te decide o destino.
Se a eventualidade da sementeira é infinita, a fatalidade da colheita é inalienável.
Guardas contigo tesouros de experiências acumulados em milênios de luta que podem crescer, aqui e agora, a critério do teu alvitre.
Recorda que o berço de teu espírito fulge longe da existência terrestre.
O objetivo da perfeição é inevitável benção de Deus e a perenidade da vida constitui o prazo de nosso burilamento, entretanto, o minuto que vives é o veículo da oportunidade para a seleção de valores, obedecendo a horário certo e revelando condições próprias, no ilimitado caminho da evolução.
(Decisão, E - cap. XXIV - Item 15 - FONTEhttp://www.institutoandreluiz.org/decisao.html)

CARTA DE ANO BOM

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   CARTA DE ANO BOM                                      

      (Casimiro Cunha)

 
                                            Entre um ano que se vai
                                            E outro que se inicia,
                                            Há sempre nova esperança,
                                            Promessas de Novo Dia...

                                            Considera, meu amigo,
                                            Nesse pequeno intervalo,
                                            Todo o tempo que perdeste
                                            Sem saber aproveitá-lo.

                                            Se o ano que se passou 
                                            Foi de amargura sombria,
                                            Nosso Pai Nunca está pobre
                                            Do pão de luz da alegria.

                                           Pensa que o céu não esquece
                                           A mais ínfima criatura,
                                           E espera resignado
                                           O teu quinhão de ventura.

                                           Considera, sobretudo
                                           Que precisas, doravante,
                                           Encher de luz todo o tempo
                                           Da bênção de cada instante.

                                           Sê na oficina do mundo
                                           O mais perfeito aprendiz,
                                           Pois somente no trabalho
                                           Teu ano será feliz.

                                           Não esperes recompensas
                                           Dos bens da vida terrestre,
                                           Mas, volve toda a esperança
                                           À paz do Divino Mestre.

                                           Nas lutas, nunca te esqueças
                                           Deste conceito profundo:
                                           O reino da luz de Cristo
                                           Não reside neste mundo.

                                           Não olhes faltas alheias,
                                           Não julgues o teu irmão,
                                           Vive apenas no trabalho
                                           De tua renovação.

                                           Quem se esforça de verdade
                                           Sabe a prática do bem,
                                           Conhece os próprios deveres
                                           Sem censurar a ninguém.

                                           Ano Novo!... Pede ao Céu
                                           Que te proteja o trabalho,
                                           Que te conceda na fé
                                           O mais sublime agasalho.

                                           Ano Bom!... Deus te abençoe
                                           No esforço que te conduz
                                           Das sombras tristes da Terra
                                           Para as bênçãos de Jesus.

               fonte FEB (http://www.febnet.org.br/blog/geral/noticias/carta-de-ano-bom/);  Do livro Cartas do Evangelho, de Casimiro Cunha, por Francisco Cândido Xavier – Ed. Lake-SP

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

"Incompreensão" - Livro Fonte V|iva

Incompreensão
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“Fiz-me fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos para, por todos os meios, chegar a salvar alguns.” – Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 9:22.)

A incompreensão, indiscutivelmente, é assim como a treva perante a luz, entretanto, se a vocação da claridade te assinala o íntimo, prossegue combatendo as sombras, nos menores recantos de teu caminho.
Não te esqueças, porém, da lei do auxílio e observa-lhe os princípios, antes da ação.
Descer para ajudar é a arte divina de quantos alcançaram conscienciosamente a vida mais alta.
A luz ofuscante produz a cegueira.
Se as estrelas da sabedoria e do amor te povoam o coração, não humilhes quem passa sob o nevoeiro da ignorância e da maldade.
Gradua as manifestações de ti mesmo para que o teu socorro não se faça destrutivo.
Se a chuva alagasse indefinidamente o deserto, a pretexto de saciar-lhe a sede, e se o Sol queimasse o lago, sem medida, com a desculpa de subtrair-lhe o barro úmido, nunca teríamos clima adequado à produção de utilidades para a vida.
Não te faças demasiado superior diante dos inferiores ou excessivamente forte perante os fracos.
Das escolas não se ausentam todos os aprendizes, habilitados em massa, e sim alguns poucos cada ano.
Toda mordomia reclama noção de responsabilidade, mas exige também o senso das proporções.
Conserva a energia construtiva do exemplo respeitável, mas não olvides que a ciência de ensinar só triunfa integralmente no orientador que sabe amparar, esperar e repetir.
Não clames, pois, contra a incompreensão, usando inquietude e desencanto, vinagre e fel.
Há méritos celestiais naquele que desce ao pântano sem contaminar-se, na tarefa de salvação e reajustamento.
O bolo de matéria densa reveste-se de lodo, quando arremessado ao poço lamacento, todavia, o raio de luz visita as entranhas do abismo e dele se retira sem alterar-se.
Que seria de nós se Jesus não houvesse apagado a própria claridade, fazendo-se à semelhança de nossa fraqueza, para que lhe testemunhássemos a missão redentora? Aprendamos com ele a descer, auxiliando sem prejuízo de nós mesmos.
E, nesse sentido, não podemos esquecer a expressiva declaração de Paulo de Tarso quando afirma que, para a vitória do bem, se fez fraco para os fracos, fazendo-se tudo para todos, a fim de, por todos os meios, chegar a erguer alguns.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Paradoxo do Espelho

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Imagina-se o debate entre a real imagem da pessoa e o seu reflexo no espelho. A pessoa que sofre, fica triste, chora, mas que também ama, sorri, canta, caminha, sentindo do sol o calor e o cheiro de terra molhada quando a chuva se inicia, que ganha abraços, sorrisos e tanto quanto abraça e sorri...
O reflexo no espelho revela a retocada imagem que o cérebro já protege e justifica e retoca, com maquiagem, cabelos penteados, a estética nos dentes, na barba feita e no sorriso calculado, moldando segundo um padrão estético pré-concebido, em muito por  uma necessidade de aceitação e de autoaceitação. A imagem no espelho não chora, não sofre, não erra... A imagem no espelho é construída, moldada, estudada. O resultado agrada.
Mas eis que o espelho de repente indaga "-Quem és tu?" e a pessoa diz simplesmente que é a fonte daquela imagem. Debatem, discutem, se indagam. Por um momento a pessoa parecia desejar simplesmente ser aquela imagem no espelho, até que se apercebeu que aquela imagem é como um momento retratado numa fotografia, podendo parecer digna de ser eternizada, impressa e colocada num porta-retrato, mas é só isso, uma imagem, um maya, uma ilusão perdida no tempo, ao passo de que a pessoa de verdade é um complexo de emoções exatamente por sentir a influência de tudo, das pessoas ao redor, do vento, do sol, da chuva, dos alimentos que consome, do bem que faz, dos passos com os quais moldou o seu destino... 
E então aquela pessoa que por um momento parecia preferia a moldada imagem no espelho, sai dali, apagando a luz daquele cômodo e deixa com passos firmes os limites da sua casa e parte para a vida, para o mundo, para o seu destino, que é viver a vida do melhor modo, pois sempre vale a pena.


RD .(imagem coligida da internet)

O Santo desiludido - Neio Lucio



"Inclinara-se a palestra, no lar humilde de Cafarnaum, para os assuntos alusivos à devoção, quando o Mestre narrou com significativo tom de voz:
 — Um venerado devoto retirou-se, em definitivo, para uma gruta isolada, em plena floresta, a pretexto de servir a Deus.

Ali vivia, entre orações e pensamentos que julgava irrepreensíveis, e o povo, crendo tratar-se de um santo

 messias, passou a reverenciá-lo com intraduzível respeito.

Se alguém pretendia efetuar qualquer negócio do mundo, dava-se pressa em buscar-lhe o parecer. Fascinado pela alheia consideração, o crente, estagnado na adoração sem trabalho, supunha dever situar toda gente em seu modo de ser, com a respeitável desculpa de conquistar o paraíso.

Se um homem ativo e de boa- lhe trazia à apreciação algum plano de serviço comercial, ponderava, escandalizado: — É um erro.
Apague a sede de lucro que lhe ferve nas veias. Isto é ambição criminosa. Venha orar e esquecer a cobiça.

Se esse ou aquele jovem lhe rogava opinião sobre o casamento, clamava, aflito: — É disparate. A carne está submetendo o seu espíritoIsto é luxúriaVenha orar e consumir o pecado.

Quando um ou outro companheiro lhe implorava conselho acerca de algum elevado encargo, na administração pública, exclamava, compungido: — É um desastre.  Afaste-se da paixão pelo poder.
Isto é vaidade e orgulhoVenha orar e vencer os maus pensamentos.

Surgindo pessoa de bons propósitos, reclamando-lhe a opinião quanto a alguma festa de fraternidade em projeto, objetava, irritadiço: — É uma calamidade. O júbilo do povo é desregramento. Fuja à desordemVenha orar subtraindo-se à tentação.

E assim, cada consulente, em vista da imensa autoridade que o santo desfrutava, se entristecia de maneira irremediável e passava a partilhar-lhe os ócios na soledade, em absoluta paralisia da alma.

O tempo, todavia, que todo transforma, trouxe ao preguiçoso adorador a morte do corpo físico. Todos os seguidores dele o julgaram arrebatado ao Céu e ele mesmo acreditou que, do sepulcro, seguiria direto ao paraíso.

Com inexcedível assombro, porém, foi conduzido por forças das trevas a terrível purgatório de assassinos.

Em pranto desesperado indagou, à vista de semelhante e inesperada aflição, dos motivos que lhe haviam sitiado o espírito em tão pavoroso e infernal torvelinho, sendo esclarecido que, se não fora homicida vulgar na Terra, era ali identificado como matador da coragem e da esperança em centenas de irmãos em humanidade.

Silenciou Jesus, mas João, muito admirado, considerou: — Mestre, jamais poderia supor que a devoção excessiva conduzisse alguém a infortúnio tão grande! O Cristo, porém, respondeu, imperturbável:


 — Plantemos a crença e a confiança entre os homens, entendendo, entretanto, que cada criatura tem o caminho que lhe é próprio.  sem obras é uma lâmpada apagada. Nunca nos esqueçamos de que o ato de desanimar os outros, nas santas aventuras do bem, é um dos maiores pecados diante do Poderoso e Compassivo Senhor."

ABRE A PORTA - Emmanuel

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"Profundamente expressivas as palavras de Jesus aos discípulos, nas primeiras manifestações depois do Calvário.
Comparecendo à reunião dos companheiros, espalha sobre eles o seu espírito de amor e vida, exclamando: “Recebei o Espírito Santo.”
Por que não se ligaram as bênçãos do Senhor, automaticamente, aos aprendizes? por que não transmitiu Jesus, pura e simplesmente, o seu poder divino aos sucessores? Ele, que distribuíra dádivas de saúde, bênçãos de paz, recomendava aos discípulos recebessem os Divinos dons espirituais. Por que não impor semelhante obrigação?
É que o Mestre não violentaria o santuário de cada filho de Deus, nem mesmo por amor.
Cada espírito guarda seu próprio tesouro e abrirá suas portas sagradas à comunhão com o Eterno Pai.
O Criador oferece à semente o sol e a chuva, o clima e o campo, a defesa e o adubo, o cuidado dos lavradores e a bênção das estações, mas a semente terá que germinar por si mesma, elevando-se para a luz solar.
O homem recebe, igualmente, o Sol da Providência e a chuva de dádivas, as facilidades da cooperação e o campo da oportunidade, a defesa do amor e o adubo do sofrimento, o carinho dos mensageiros de Jesus e a bênção das experiências diversas; todavia, somos constrangidos a romper por nós mesmos os envoltórios inferiores, elevando-nos para a Luz Divina.
As inspirações e os desígnios do Mestre permanecem à volta de nossa alma, sugerindo modificações úteis, induzindo-nos à legítima compreensão da vida, iluminando-nos através da consciência superior, entretanto, está em nós abrir-lhes ou não a porta interna.
Cessemos, pois, a guerra de nossas criações inferiores do passado e entreguemo-nos, cada dia, às realizações novas de Deus, instituídas a nosso favor, perseverando em receber, no caminho, os dons da renovação constante, em Cristo, para a vida eterna."

terça-feira, 3 de junho de 2014

AGRADECER SEMPRE

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   A vida é acelerada demais hoje em dia... Parece que nunca temos tempo suficiente para nada... Dinheiro curto, como se vendêssemos o almoço para comprar a janta... E ainda acontecem coisas que parece que nos atrapalham e que não dão certo para complicar ainda mais certas coisas, como o despertador que não toca, o ônibus que perdemos, a conta que esquecemos de pagar em dia e que nos causa transtornos adiante, o engarrafamento inesperado que nos cria contratempos etc a necessidade de voltarmos à casa para apagar a luz que deixamos acesa etc um pneu furado, que nos atrasa a partida para o trabalho...
   Curioso como dizemos que temos que ser tolerantes mas não exercitamos essa virtude com tanta facilidade...
   Desperta curiosidade, também, que sejamos capazes de dizer que temos resignação e que aceitamos os desígnios de Deus mas costumamos questionar os pequenos fatos do dia a dia, reclamando quando alguma coisa foge ao nosso controle...
   Ora, somos nada diante dos planos da Providência Divina...
   Quem não nos garante que os pequenos tropeços do dia, como antes exemplificados, não nos poupam de desastres, de transtornos verdadeiros em nossas vidas, de situações estafantes etc?

   Evidentemente que nos momentos dos contratempos não temos a facilidade para entendê-los como livramentos ou proteção contra fatos adversos que poderiam nos atingir... Não somos perfeitos, claro... Mas somos perfectíveis e capazes de potencializar nossa qualidade em perceber que "nada acontece por acaso" em nossas vidas e que tudo é motivo para agradecimento, ainda que não compreendamos as motivações e as circunstâncias de certas ocorrências...
   Que possamos fazer de nossa vida uma existência com altaneiros propósitos, algo de que nos orgulhemos pelo bem que fazemos, pela possibilidade de construir, de criar, de ajudar a quem chora e sofre tanto como de perceber que talvez nosso grande desafio e prova de evolução seja a de que não controlamos o mundo...
   Que sempre agradeçamos e que confiemos na Vontade de Deus, como dizemos ao orar o "Pai Nosso"...
     Paz!

domingo, 11 de maio de 2014

MÃE




"Mãe é alguém que se dilui na existência dos filhos, vendo o paraíso através dos seus olhos e existindo pelo ritmo dos seus corações, para elas transfigurados em santuário de amor" (VIEIRA, Waldo. De coração para coração, pelo Espírito Maria Celeste, 3a edição, Rio de Janeiro. FEB, 1992, capítulo 36).


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Moeda e Moenda



"Moeda e Moenda

Moeda é peça que representa dinheiro.
Moenda é peça que mói alguma coisa.
Moeda é força que valoriza.
Moenda é força que transforma.
Moeda é fiança.
Moenda é ação.
Moeda é possibilidade.
Moenda é suor.
Moeda é recurso.
Moenda é utensílio.
Moeda apóia.
A moenda depura.
A moeda abona.
A moenda prepara.
Moeda parada é promessa estanque.
Moenda inerte é instrumento inútil.
Moeda mal dirigida traz sofrimento.
Moenda mal governada gera desastre.
Movimente a moeda nas boas obras e melhorará sua vida.
Acione a moenda no serviço e terá mesa farta.
A moeda é a moenda de seu caminho.
Lance hoje a sua moeda, na moenda do bem, praticando os seus ideais de trabalho e progresso, educação e caridade, e encontrará você amanha preciosas colheitas de simpatia e cooperação, alegria e luz."
(Hilário Silva, por Chico Xavier e Waldo Vieira, in O Espírito da Verdade, ed. FEB, 17a. ed,, 11/2009, páginas 213/214).


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São os passos que fazem o caminho





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    Podemos escolher como caminhar e qual o caminho... O Livre-arbítrio pensado por Santo Agostinho (libre arbitrium, ano de 395 d.C) não pode assustar como conceito e deve ser valorizado como traço da individualidade de cada um! O livre arbítrio não é liberdade. Livre arbítrio está intimamente ligado à vontade, à capacidade de pensar, de refletir, de escolher e de decidir o seu amanhã, ao passo que a liberdade está mais próxima da ideia de realização daquele objetivo...  De que adiantaria ser livre para caminhar se usássemos essa qualidade para cegamente seguir passos determinados por outras pessoas? O livre-arbítrio eleva ao máximo as potencialidades da nossa alma ao nos deixar responsáveis pelos nossos próprios passos, pelo nosso próprio caminhar, pelo nosso próprio destino... Também não adianta termos a decisão refletida e amadurecida no bom exercício do livre-arbítrio e não termos a ação, a força de vontade, a determinação para a sua concretização! Lembremo-nos de que a semeadura é livre mas a colheita é obrigatória, nada tendo esta de castigo ou punição por uma eventual má escolha, mas como resultado lógico, natural e racional de que não se colhe paz se o que se cultiva é a discórdia etc
Neste sentido, muito sensível e inteligente poema de Mário Quintana, aqui relembrado:


"Era um caminho que de tão velho, minha filha,
já nem mais sabia aonde ia...
Era um caminho velhinho
perdido...
Não havia traços
de passos no dia
em que por acaso o descobri:]
Pedras e urzes iam cobrindo tudo.
O caminho agonizava, morria
sozinho...
Eu vi...
Porque são os passos que fazem os caminhos"
(Mário Quintana).

Paz!

Jesus, guia e modelo

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          Qual caminho seguir? Não é incomum que tenhamos dúvidas. Impróprio e não ter a resposta. Jesus é O caminho, A verdade e A vida e o Seu exemplo ultrapassa o tempo, vence os séculos e ainda hoje nos oferece o conforto, a paz e o colo amoroso onde podemos nos fortalecer e seguir firmes nosso destino. Nesses dias em que a Páscoa parece reduzida a um  "sonho de chocolate" é importante que reforcemos nossa fé e confiança e nos lembremos do seu real significado e de Jesus como o modelo a ser seguido. Feliz Páscoa!

... "Os Espíritos Superiores nos ensinam que Jesus é o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para nos servir de guia e modelo. (4) Significa dizer que […] Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava. (5)
Jesus, cuja perfeição se perde na noite imperscrutável das eras, personificando a sabedoria e o amor, tem orientado todo o desenvolvimento da Humanidade terrena, enviando os seus iluminados mensageiros, em todos os tempos, aos agrupamentos humanos e, assim como presidiu à formação do orbe, dirigindo, como Divino Inspirador, a quantos colaboraram na tarefa da elaboração geológica do planeta e da disseminação da vida em todos os laboratórios da Natureza, desde que o homem conquistou a racionalidade, vem-lhe fornecendo a ideia de sua divina origem, o tesouro das concepções de Deus e da imortalidade do espírito, revelando-lhe, em cada época, aquilo que a sua compreensão pode abranger. (10) Sabemos que raças […] e povos ainda existem, que o desconhecem, porém não ignoram a lei de amor da sua doutrina, porque todos os homens receberam, nas mais remotas plagas do orbe, as irradiações do seu espírito misericordioso, através das palavras inspiradas dos seus mensageiros. (11)

Jesus […] é a Luz do Princípio e nas suas mãos misericordiosas repousam os destinos do mundo. Seu coração magnânimo é a fonte da vida para toda a Humanidade terrestre. Sua mensagem de amor, no Evangelho, é a eterna palavra da ressurreição e da justiça, da fraternidade e da misericórdia. Todas as coisas humanas passaram, todas as coisas humanas se modificarão. Ele, porém, é a Luz de todas as vidas terrestres, inacessível ao tempo e à destruição. (8) Enviado de Deus, Ele foi a representação do Pai junto do rebanho de filhos transviados do seu amor e da sua sabedoria, cuja tutela lhe foi confiada nas ordenações sagradas da vida no Infinito. Diretor angélico do orbe, seu coração não desdenhou a permanência direta entre os tutelados míseros e ignorantes […]. (9)" ... (fonte: Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, Programa Complementar, Tomo Único, ed. Feb, 1a edição, 3a reimpressão, 02/2011, p. 394 - nossos os grifos e destaques).


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* Nota: Sobre a Páscoa já escrevemos neste Blog, na publicação intitulada "PÁSCOA E LIBERTAÇÃO", em 24.4.2011 (endereço do link: http://ordembezerrademenezes-nit.blogspot.com.br/2011/04/pascoa-jesus-e-o-livre-arbitrio.html)


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